O ex-prefeito de Foz do Iguaçu, Harry Daijó (PPB), negou ontem as acusações feitas pelo prefeito Sâmis da Silva (PMDB). Ele disse estar à disposição do Ministério Público para prestar esclarecimentos sobre as denúncias. ‘‘É um processo que envolve milhares de pessoas. Lógico que algumas coisas podem fugir do nosso conhecimento. Mas tenho certeza que o trabalho não foi feito com a intenção de desviar recursos’’, alegou.
Daijó afirmou desconhecer ‘‘a indústria de licitações fraudulentas’’, denunciada por Sâmis. ‘‘É ao contrário. Eu conheci muito pouco os empreiteiros que trabalharam para a prefeitura. As licitações aconteceram dentro de um processo normal’’, argumentou o ex-prefeito. Segundo ele, muitas firmas que prestaram serviços durante sua gestão também firmaram contrato com o ex-prefeito Dobrandino Gustavo da Silva (1993/1996), pai de Sâmis da Silva.
Sobre as contratações através de recibos de pagamento de prestação de serviços (RPS), respondeu que alguns projetos da prefeitura necessitaram de ‘‘algumas contratações’’. Frisou ainda que em 1997 baixou um decreto ‘‘restringindo praticamente os RPS’’. A lei determina que uma pessoa pode receber através de RPS somente por três meses, mas, segundo Sâmis, várias pessoas foram contratadas por meio de recibos durante os quatro anos da gestão anterior. Daijó assegurou desconhecer a prática.
Quanto a compra de Xenical e Viagra (medicamentos não utilizados na rede pública), o ex-prefeito de Foz disse que ‘‘é uma questão bastante peculiar’’. ‘‘Não estou me referindo a esses remédios, mas algumas coisas que os pacientes têm necessidade no município, elas foram supridas’’, finalizou.
(A.P.)

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