O ex-prefeito e candidato derrotado do PMDB à prefeitura, Luiz Eduardo Cheida, rechaçou as acusações feitas anteontem por Assad Jannani e disse que iria acionar a Justiça para que o vice de Barbosa Neto (PDT) se explicasse. ‘‘São absolutamente mentirosas as afirmações. Como político, eu posso até compreender o desespero que toma conta desse cidadão. Mas como médico, eu só tenho a recomendar a ele um urgente exame de sanidade mental’’, rebateu – parafraseando declaração atribuída ao ex-governador de São Paulo, Ademar de Barros.
Cheida garantiu que em momento algum procurou o candidato Barbosa Neto para negociar apoio em troca de favores financeiros. ‘‘Quem nos procurou foi exatamente seu vice, o Assad’’, apontou. Ele também não quis entrar em detalhes sobre as acusações – para evitar ‘‘bate-boca’’ pela imprensa – mas defendeu o contrato com os bancos FonteCidam e Sudameris. Ele disse ter considerado irresponsável a insinuação de que o negócio tenha sido feito para atender interesses da campanha eleitoral de 1998.
‘‘Eu não era candidato e nem tinha candidato na época. E o contrato com os bancos foi feito com a anuência da Sociedade Rural do Paraná, Acil, Sincoval, Maçonaria, Lyon, Rotary, Sindicato dos servidores da prefeitura, e com o amparo da uma lei aprovada na Câmara’’, listou. Ele acrescentou: ‘‘Não houve nenhuma irregularidade. E se ele sabia de alguma coisa e nunca falou, é porque foi conivente.’’
O ex-prefeito observou ainda que Assad foi demitido de sua administração ‘‘por quebra de confiança ao ser acusado pelo promotor de irregularidades em processos licitatórios da Sercomtel’’. As acusações teriam sido feitas pelo promotor Bruno Galatti. ‘‘A mágoa que ele deve carregar por ter sido demitido, mais o desespero diante de uma derrota eleitoral iminente, deve ter tirado por completo o juízo desse cidadão. E com louco não se discute, a gente manda se tratar ou vai responder na Justiça.’’
Cheida assegurou também que, ao contrário do que foi publicado ontem, ele fez uma auditoria completa em todos os órgãos da administração assim que assumiu a prefeitura, em 93, logo após Belinati, que o apoiou na reta final da campanha de 92 contra o ex-prefeito Wilson Moreira. ‘‘Mandamos para o MP todas as irregularidades que encontramos.’’ (L.H.)