O ex-prefeito José Luiz Vozny e os servidores Edemilson Carvalho, Keller José Pedroso e Dílson Evangelista do Nascimento são os suspeitos do desvio de R$ 350 mil através de 55 notas fiscais irregulares no período de 1997 a 2000 em Abatiá. Eles têm 15 dias para se defender, assim que forem citados na ação do caso da fraude. A Justiça decretou a quebra do sigilo fiscal e bancário, além da indisponibilidade dos bens dos funcionários.
A promotora Kele Bahena disse que a ação pede o ressarcimento dos recursos desviados, o afastamento dos funcionários envolvidos nas irregularidades e a suspensão dos direitos políticos. Ela acredita que os valores revelados na investigação sejam correspondentes somente aos recursos obtidos mediante a utilização de notas irregulares, mas não descarta o surgimento de novos desvios provenientes da utilização de empresas regulares. ‘‘A investigação vai continuar, mas a expectativa é que a questão seja julgada rapidamente, porque é a acusação é amparada em prova documental’’, afirmou.
Na delegacia de Polícia de Abatiá as irregularidades também estão sendo investigadas. De acordo com o MP, existem inquéritos sobre os crimes de falsificação de documento público, sonegação, peculato e formação de quadrilha. A assessoria do prefeito de Abatiá, Edeval Soares Nogueira (PFL), disse que em janeiro iniciou uma sindicância e nos próximos dias deve instaurar um inquérito administrativo para apurar as responsabilidades. O valor desviado corresponde a duas vezes o valor mensal do orçamento municipal, orçado em R$ 180 mil.
No final do ano passado, o ex-prefeito Vozny e mais 11 pessoas foram citadas em uma ação civil por improbidade administrativa por causa de irregularidades em procedimentos licitatórios e também pelo pagamento de notas frias. Segundo o MP, as irregularidades constatadas em 1997 provocaram um rombo de quase R$ 100 mil. A Justiça decretou a quebra do sigilo fiscal e bancário do ex-prefeito e dos envolvidos, além da indisponibilidade e sequestro dos bens.
O servidor Keller Pedroso disse que não recebeu a notificação da Justiça, mas adiantou que não recebeu a notificação sobre a nova ação. Os demais servidores públicos não foram localizados e o ex-prefeito não retornou as ligações. (B.T.)

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