Ex-prefeito e secretária presos são transferidos
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sexta-feira, 09 de fevereiro de 2001
Maurício Borges de Apucarana 
O ex-prefeito de Grandes Rios (110 km ao sul de Apucarana), Gilberto Ricieri (PDT), de 44 anos, que estava preso na delegacia local, foi transferido na madrugada de ontem para a sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, por ordem judicial.
Ricieri, que exerceu o cargo de 1993 a 1996, teve prisão preventiva decretada pelo juiz Erivaldo Ribeiro dos Santos, da Justiça Federal de Guarapuava, sob a acusação de desvio de recursos destinados à merenda escolar, através de notas frias.
Junto com o ex-prefeito foi presa a ex-secretária de Educação da época, Mariza Claro de Oliveira, que também seguiu para a Polícia Federal na capital. Ambos estavam presos desde terça-feira.
O delegado Ademir Silveira explicou ontem que resolveu cumprir de imediato a determinação do juiz federal, no sentido de que o ex-prefeito e a ex-secretária fossem encaminhados para a Superintendência da PF.
Silveira justificou que a medida é de proteção aos acusados. Ele lembrou que a prisão de Ricieri havia sido comemorada por adversários políticos, que chegaram a soltar muitos rojões na cidade. Diante disso, houve uma reação da ala favorável ao ex-prefeito e o clima ficou tenso, por isso resolvi cumprir ainda de madrugada a remoção para Curitiba, comentou o delegado.
A rivalidade entre os grupos ficou ainda mais acirrada após a última eleição municipal, quando Sueli Estér Silva Lino (PSDB), esposa do ex-prefeito e ex-deputado estadual Édson Silva Lino, foi reeleita prefeita de Grandes Rios, derrotando Ricieri por uma diferença de apenas 15 votos.
Como não tem curso superior, Ricieri foi acomodado numa cela comum, na Polícia Federal, em companhia de outros dois presos. Já a professora Mariza Claro de Oliveira, que tem formação universitária, cumpre prisão preventiva numa sala especial. Ambos já contrataram e acionaram advogados para tentar o relaxamento da prisão.


