A Justiça de Rolândia está analisando uma denúncia contra o ex-prefeito José Perazolo (PFL), acusado de improbidade administrativa por pagamento irregular de pessoas com cargos comissionados. A ação contra foi ajuizada na semana passada pelo procurador do município, Álvaro Pesenti, que requer a suspensão dos direitos políticos do acusado.

Segundo Pesenti, no final de 2000, 13 funcionários contratados para ocupar cargos comissionados teriam recebido benefícios indevidos ao rescindirem os contratos. Ele pede a devolução do montante pago a mais, R$ 77,3 mil. ''No pagamento da rescisão de contrato foram pagos até seis férias ao servidor. Isso é completamente ilegal, irregular, imoral.''

Conforme o procurador, servidores somente podem acumular férias através de determinação do prefeito. ''O critério era fraudar o erário público, esse que foi o critério que eles tiveram. Formaram quadrilhas para obter essa vantagem indevida''. A Folha procurou o ex-prefeito, mas ele não retornou as ligações.

Outra irregularidade também na gestão passada foi denunciada pelo promotor Jocundino José Godinho. Em uma ação civil pública, ele acusa o ex-presidente da Câmara Vamberto Garcia Fiqueiredo (PMDB) de improbidade administrativa. No dia 28, o juiz Antonio Tayama determinou a citação dos réus para apresentação de defesa.

Segundo a ação, o vereador seria o responsável pela concessão de ''duplicidade de vencimentos'' de quatro ex-funcionários da Câmara. Figueiredo sancionou uma lei que instituiu o Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (TIDE) a servidores. ''Os cargos em comissão tem que estar à disposição do órgão 24 horas e recebiam TIDE. Não se justifica o pagamento pela mesma circunstância além de ser vedada a concessão por uma lei federal'', afirmou o promotor.

Figueiredo se defendeu dizendo que promulgou a lei ''com a aprovação dos vereadores''. A ação pede a suspensão dos direitos políticos do vereador, anulação da lei do TIDE e devolução dos R$ 69,4 mil pagos indevidamente.

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