O ex-prefeito de Maringá Jairo Gianoto, e seis servidores da Universidade Estadual de Maringá (UEM), foram condenados à suspensão dos direitos políticos por cinco anos, perda da função pública que desempenhem, proibição de contratar com o Poder Público, e a devolverem mais de R$ 1 milhão (valor sem atualização) aos cofres públicos.
A decisão foi proferida dia 26 pelo juiz da 6 Vara Cível de Maringá, Belchior Soares da Silva, na ação por ato de improbidade administrativa de autoria do Ministério Público (MP), ajuizada em janeiro de 2004.
Conforme a ação, os servidores - a maioria docentes - teriam acumulado funções públicas com duplicidade de pagamentos e incompatibilidade de horários. Somente um dos docentes teria exercido três funções públicas remuneradas no período de 2 de janeiro de 1997 a 1 de março de 2000.
O MP ainda apurou que Gianoto teria requisitado servidores da UEM para participarem da sua gestão, recebendo valores por mais de uma função e exercendo-as em horários incompatíveis entre si.
Segundo apurado pelo Ministério Público, o então prefeito requisitou servidores da UEM para participarem de sua gestão, recebendo valores por mais de uma função e exercendo-as em horários incompatíveis entre si. ''Aqui (...) estavam os requeridos se servindo do erário, cumulando funções públicas, inclusive cometendo crime de falsidade ideológica (como bem apontou o MP) ao declarar que não recebiam vencimentos outros, quando, na verdade, cumulavam funções e vencimentos'', diz trecho da sentença.
A reportagem da FOLHA tentou entrar em contato com o advogado de Gianoto, mas ele não foi localizado.

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