Barbosa Ferraz - O ex-prefeito de Barbosa Ferraz (74 km a leste de Campo Mourão) Roosevelt Gonçalves Virgínio (PPS) foi condenado a 8 anos e 10 meses de detenção por irregularidades administrativas durante o seu mandato (1993/96). A pena é em regime semi-aberto, mas Virgínio pode recorrer em liberdade. A sentença do juiz José Roberto Silvério também prevê multa e a suspensão dos direitos políticos por cinco anos.
Segundo ação, apresentada pelo Ministério Público, em 1995 a prefeitura fraudou licitações para reformas de maquinários. Empresas com atividades comerciais já encerradas e sem a documentação exigida por lei participaram e venceram as concorrências. Na época, os serviços foram orçados em R$ 50,3 mil, mas nunca foram realizados. Apenas pedaços das máquinas foram recuperados, em 1997, numa oficina de Campo Mourão.
Virgínio também foi condenado por não cumprir a lei municipal que especificava onde deveriam ser aplicados os recursos obtidos com a venda de ações da Copel, da Telepar e da Telebrás. A venda foi feita em 1996. Pela lei, o dinheiro teria que ser usado na ampliação da rede de iluminação pública, na construção de pontes, cascalhamento de estradas e aquisição de uma Kombi.
''(...) Não há sequer uma prova de que o acusado tenha dado a destinação legal ao dinheiro, e sabe-se lá, para onde foram desviados os referidos valores, uma vez que não demonstrou nem mesmo a aquisição da Kombi'', frisa o despacho do juiz. Silvério ressalta ainda que as provas documentais são claras e que, na defesa, Virgínio não conseguiu demonstrar sua inocência ''ou mesmo que agiu de boa-fé''.
Virgínio informou ontem que considerou a sentença ''um absurdo'' e que já recorreu ao Tribunal de Justiça. Segundo ele, o dinheiro da venda das ações foi depositado em conta da prefeitura e investido em obras de infra-estrutura, como previa a lei. Ele disse também que os maquinários já saíram desmontados da prefeitura e que desistiu do serviço porque conseguiu financiamento para comprar uma máquina nova. Ele admitiu, porém, que ''um funcionário'' falhou ao não conferir os documentos das empresas licitadas.

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