O ex-prefeito de Cornélio Procópio Márcio Pozzi (PTB) - 1992 a 1996 - e nove ex-secretários municipais que integravam a equipe dele ingressaram na Justiça para receber salários atrasados, equivalentes a R$ 30 mil. A Justiça do Trabalho declarou-se incompetente para o julgamento da ação e remeteu-a para a Justiça comum na semana passada. O prefeito e seus ex-assessores reivindicam o pagamento dos dois últimos meses de salário, férias e décimo terceiro.
A ação foi proposta pelo advogado Ossival Cassarotti, ex-procurador jurídico da administração Pozzi. Segundo ele, o grupo fez proposta para o prefeito José Antônio Ottoni da Fonseca (PMDB), reivindicando os salários. ‘‘Não houve acordo nem contraproposta’’, diz.
Segundo ele, havia empenhos para o pagamento dos salários, mas a administração passada não teve recursos para quitar as duas últimas folhas dos comissionados nem dos servidores comuns.
Márcio Pozzi disse que não pagou o seu próprio salário nem dos servidores porque faltaram recursos.
Além de Pozzi e de Cassarotti, ingressaram na Justiça os ex-secretários de Comunicação, Nelson Catussi, da Ação Social, Cleodecir Pozzi de Oliveira, da Educação, Abigail Martins Agostini, da Cultura, Alba Casnok, da Administração, Sílvia Fernandes, de Recursos Humanos, Laurindo Hurtado e a chefe do Departamento de Administração, Geny Iuko Shigueoka.
O secretário de Finanças da prefeitura, Orlando Batista Fonseca, considera ‘‘curiosa’’ a ação trabalhista. ‘‘Não somos causadores dessa situação’’, alega. Ele diz que além das duas folhas em atraso, a atual administração assumiu sem que o 13º e as férias tenham sido pagos. ‘‘Acertamos 50% do débito e estamos priorizando os servidores que continuam trabalhando. Por isso os ex-comissionados ainda não receberam’’, explica, apesar de reconhecer a existência do débito. Ele adianta que ‘‘tudo leva a crer que o pagamento dos ex-comissionados vá ficar para o ano que vem’’.

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