O ex-prefeito de Terra Boa (46 km ao norte de Campo Mourão) Elson Garcia Segura (PMDB) teve todos seus bens tornados indisponíveis pela Justiça. O pedido de indisponibilidade foi feito pela promotora Elaine Cristina de Lima e acatado pela juíza Luzia Terezinha Grasso Ferreira.

A promotora argumentou que o ex-prefeito Segura é alvo de duas ações civis públicas que apuram o desvio de cerca de R$ 600 mil durante a gestão 1993/96. Elaine Cristina ressaltou ainda que ele vinha passando patrimônios particulares para nomes de terceiros ou doando aos filhos. ''(...) visando, logicamente, prejudicar o município de Terra Boa, negando-se a reparar o dano que causou ao Erário'', ressaltou a promotora, no pedido.

Ao deferir a solicitação do Ministério Público (MP), a juíza lembrou que Segura responde ação civil pública por improbidade administrativa e que algumas de suas contas foram reprovadas pelo Tribunal de Contas (TC) e pela Câmara de Vereadores de Terra Boa.

No despacho, Luzia Terezinha relata ainda que há possibilidade do ex-prefeito ser condenado a devolver dinheiro aos cofres públicos. ''Os documentos (...) dão conta que diversos bens de seu patrimônio particular foram doados, conduta esta que acena com a possibilidade de vir a dilapidar todo o patrimônio, impossibilitando o ressarcimento ao erário público (...), o que requer providências a fim de impedir que tal venha a ocorrer'', justificou a juíza num trecho do despacho.

O ex-prefeito de Terra Boa foi ouvido ontem pela reportagem e informou ontem que está se defendendo de todas as acusações. ''Eu não devo nada'', garantiu. Segura disse que suas contas foram reprovadas pelo TC por ''futilidades'' e que seus adversários querem lhe destruir ''política e economicamente''.

''Meu patrimônio hoje é o mesmo que eu tinha antes de ser prefeito. Não cresceu um tiquinho'', afirmou o ex-prefeito. Segura disse ainda que seus bens também pertencem a seus filhos.

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