O ex-prefeito de Tamarana (Norte) Beto Siena (DEM) está sendo responsabilizado pelo Ministério Público (MP) do Paraná pelo suposto prejuízo de cerca de R$ 16 milhões aos cofres municipais. Foram propostas quatro ações civis públicas contra Siena por improbidade administrativa. Segundo o MP, o prefeito e assessores ''causaram lesão ao erário, geraram enriquecimento ilícito e violaram os princípios que regem a administração pública''. As informações foram confirmadas pela assessoria de imprensa do MP, porém, as ações não foram divulgadas.
A investigação na cidade de Tamarana começou em 2011, quando promotores de Londrina cumpriram mandados de busca e apreensão em prédios públicos e até na casa de Siena. O MP sustenta que as supostas ilegalidades teriam ocorrido sob a orientação e coordenação do ex-prefeito com o objetivo de ''desviar recursos públicos e beneficiar indevidamente determinadas empresas e os próprios agentes''.
Em duas ações são apontadas fraudes nos dois processos licitatórios que resultaram nas contratações de empresas de transporte e do ramo de alimentação. Os danos ao município nestes casos seriam de R$ 7,6 milhões e de R$ 2,5 milhões, respectivamente. Para os promotores, nos dois certames houve combinações entre empresas, gerando ''concorrência simulada''.
Também teriam ocorrido problemas com os serviços de roçada e limpeza de bueiros. De acordo com a terceira ação proposta, ''houve desvio e apropriação indevida de recursos dos cofres públicos''. O valor estimado de enriquecimento ilícito e dano ao erário seria de R$ 2,2 milhões. O MP também levou à Justiça denúncia por suposto desvio por meio de Termo de Parceria para serviços de saúde, com eventual rombo de R$ 4,4 milhões.
Beto Siena, que comandou o Executivo nas duas últimas gestões, disse que está tranquilo, mas não quis comentar as acusações. O advogado dele, Wagner Barros, ainda não havia tomado conhecimento do teor das ações, porém negou as irregularidades. ''Vamos recorrer insistindo na regularidade de todo o processo. Se todas as contas do município foram aprovadas pelo Tribunal de Contas é impossível que só os promotores vejam problemas.''

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