Ex-prefeito de Piên é preso por suspeita de matar adversário
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quarta-feira, 01 de fevereiro de 2017
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - O ex-prefeito de Piên (Região Metropolitana de Curitiba) Gilberto Dranka (PSD) foi preso ontem, em sua própria residência, suspeito de envolvimento na morte do prefeito Loir Dreveck (PMDB), de 52 anos. O peemedebista foi baleado por um motociclista em 14 de dezembro de 2016, antes de tomar posse do cargo, quando viajava com a família para Santa Catarina. Ele sobreviveu aos tiros, mas morreu três dias depois, no hospital.
Além de Dranka, o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), unidade de elite da Polícia Civil do Paraná, cumpriu outros dois mandados judiciais de prisão temporária de 30 dias, oito de busca e apreensão e três de condução coercitiva quando a pessoa é levada à delegacia para prestar depoimento nas cidades de Piên, Balneário Camboriú (SC) e Itajaí (SC). Os detidos são Amilton Padilha, 29, e Orvandir Arias Pedrini, 44. O primeiro teria atirado em Dreveck, enquanto o segundo é acusado de ser o intermediário entre o executor e o mandante.
O atirador ainda é suspeito de matar por engano outro homem, dias antes, achando que se tratava do prefeito eleito. Já entre os conduzidos estão o presidente da Câmara de Vereadores do município, Leonides Maahs (PR), e o ex-presidente Dirceu João Stoeckly. De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Rodrigo Brown, do Cope, Maahs acabou sendo preso em flagrante por posse ilegal de munição e material para recarga de arma de fogo. A companheira de Pedrini também foi ouvida.
Conforme Brown, o grupo articulou o homicídio após Dranka anunciar que iria cortar cargos comissionados, substituindo-os por funcionários de carreira. "Com a confissão do intermediário, tudo leva a crer que o grupo dominante da cidade, do prefeito Gilberto e do presidente da Câmara, teria investido muito dinheiro na campanha do Loir e ele teria prometido lotear cargos e fornecer diversas secretarias. Mas depois que foi eleito mudou totalmente o discurso e falou que a prefeitura passaria por uma moralização", afirmou.
"Além desta motivação bem clara, as quebras de sigilo telefônico indicam ligações do intermediário com o prefeito poucos minutos antes do crime. Teria sido lhe oferecido um deslocamento com o carro da prefeitura para que ele fosse fazer o passaporte com a família em Santa Catarina. O prefeito embarcou no carro e logo depois que saiu o intermediário ligou falando inclusive da posição em que ele estava no veículo", completou.
O Cope informou que Amilton Padilha, que já tinha passagem pela polícia por outro homicídio, recebeu R$ 10 mil e um Volkswagen Gol prateado, apreendido na delegacia de Rio Branco do Sul. Orvandir Pedrini, por sua vez, ouviu a promessa de que na nova gestão seria agraciado com vários contratos de prestação de serviços em sua oficina, sem licitação. Brown contou que ele confessou sua participação no crime e deu detalhes à polícia de cada passo do esquema.


