Ex-prefeito de Nova Fátima é citado em duas ações
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sexta-feira, 08 de outubro de 2010
Paula Barbosa Ocanha<BR> Reportagem Local 
Duas ações em menos de uma semana foram propostas pelo Ministério Público do Paraná contra o ex-prefeito de Nova Fátima (31 km ao sul de Cornélio Procópio), José Delanhol, que comandou a cidade nas gestões 2000/2004 e 2005/2008. Uma das ações, denuncia a aquisição irregular de material escolar no ano de 2003, que supostamente favoreceu uma empresa de Londrina. A outra ação, ajuizada quinta-feira, acusa o ex-prefeito por ato de improbidade administrativa.
O promotor Luís César Soares Boldrin Júnior, que assina as ações, afirmou por meio de nota da assessoria de imprensa, que a primeira ação se deu porque a Maxi Lótus Comércio de Livros e Papéis seria, na verdade, uma residência e apresentou certidões falsas para concorrer na licitação realizada apenas como simulação pela prefeitura de Nova Fátima.
Segundo investigações, os valores pagos pelos materiais eram muito acima dos de mercado, e que a grande maioria do material adquirido não chegou ao almoxarifado da Prefeitura. ''A Promotoria de Justiça da cidade pede a condenação dos responsáveis e a devolução de cerca de R$ 38 mil, em valores corrigidos e acrescidos de juros legais.''
A segunda ação, que trata do ato de improbidade administrativa do ex-prefeito, também acusa o ex-secretário municipal de Planejamento, Airton Alves Chaves, pela contratação sem concurso público de 74 servidores, por meio de convênio irregular celebrado com a Associação de Proteção à Maternidade e Infância (APMI).
Depois de firmado o convênio, a Prefeitura se comprometeu a repassar valores mensais para que a entidade contratasse os funcionários. No entanto, os contratados passaram a prestar serviços em postos de saúde, casa de cultura e dentro do próprio prédio Prefeitura, como se fossem servidores do Município. ''O MP pede na ação que o ex-prefeito e o ex-secretário sejam condenados a ressarcir os cofres públicos em R$ 130.452,73, em valores corrigidos e acrescidos de juros legais, e ao pagamento de mais R$ 100 mil, a título de danos morais, decretando-se a indisponibilidade dos bens dos envolvidos e declarando-se a nulidade de todos os contratos feitos entre a APMI e os funcionários.''
José Delanhol, afirmou desconhecer a ação e ainda que tudo o que foi feito em sua gestão foi dentro da normalidade e sob o parecer jurídico. ''Não existem irregularidades. Se foram contratadas pessoas para trabalhar, foi dentro do que era legalmente possível fazer naquela época.''
Ele afirma que as acusações são falsas e que vai apresentar provas de sua conduta. ''Ainda não fui informado oficialmente, porque estou viajando. Mas espero receber a notificação e vou recorrer se necessário.''
Ninguém da Maxi Lótus foi encontrado pela reportagem.


