O ex-prefeito de Morretes, Júlio Salomão, acusado de improbidade administrativa e crime contra o sistema financeiro, conseguiu ontem a suspensão do pedido de prisão preventiva, que havia sido decretado no começo da semana. A prisão foi solicitada porque o Ministério Público (MP) entendeu que o ex-prefeito estaria prejudicando as investigações de irregularidades ocorridas durante sua gestão.
O pedido de prisão havia sido solicitado pelo promotor Fábio Gameiro. O promotor argumentou que Salomão não havia comparecido para depor em uma audiência, marcada pelo MP, que deveria ter acontecido na semana passada. Porém, o juiz José Salmon acatou o argumento do advogado de Salomão, Elias Mattar Assad, no qual argumentou que o ex-prefeito vinha colaborando com a Justiça.
A suspensão ainda pode sofrer recurso em segunda instância, no Tribunal de Justiça. Mas Assad acredita que Salomão poderá responder o processo em liberdade.
Para o advogado, o ex-prefeito sempre se dispôs a comparecer nas audiências. Assad afirmou que a Justiça conhece o endereço do ex-prefeito e também sabe que ele tem emprego. ‘‘Às vezes, ele não é encontrado, por causa de seu emprego’’, afirmou. Segundo Assad, seu cliente é consultor de empresa e trabalha no eixo Rio-São Paulo. Quando foi decretada a prisão, Salomão estava em São Paulo. Assad informou que o ex-prefeito tem volta marcada para o fim de semana. O ex-prefeito foi afastado do cargo em 95.

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