O ex-prefeito de Grandes Rios (110 quilômetros ao sul de Apucarana), Gilberto Antônio Ricieri (PDT), e a ex-secretária de Educação, Mariza de Oliveira Moreira, foram presos ontem pela Polícia Civil em cumprimento ao mandado de prisão preventiva decretado pelo juiz federal Erivaldo Ribeiro dos Santos. Eles estão sendo investigados por irregularidades na aplicação de verbas da merenda escolar de janeiro de 93 à dezembro de 96.
A prisão foi solicitada pela Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, que instaurou inquérito no final de 97. A investigação se iniciou após denúncia da auditoria realizada nas contas da prefeitura, nos quatro primeiros meses de 97, que detectou notas fiscais falsas emitidas por distribuidores de merenda escolar e apresentadas na prestação de contas do ex-prefeito.
‘‘Eu não tenho nada a ver se uma firma vendeu para a prefeitura com nota fria. Na verdade isso é rivalidade política’’, defendeu-se ontem Ricieri. Ele criticou a prisão preventiva. ‘‘Nunca fui intimado e de repente eles pedem a minha prisão. Mesmo assim, estou à disposição da Justiça para provar que nada devo.’’
De acordo com a prefeita reeleita, Sueli Ester Silva Lino (PSDB), desde o início da sua primeira gestão, em janeiro de 97, foram feitas mais de 60 denúncias de irregularidades da administração anterior. ‘‘Não tem nada a ver com divergências políticas. Está tudo documentado’’, afirmou.
Ricieri está preso em uma cela especial da Delegacia de Grandes Rios, e deverá ser transferido hoje para a Superintendência da PF em Curitiba. A ex-secretária não quis se manifestar.

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