Ex-prefeito de Florestópolis contesta auditoria
Ex-prefeito de
Florestópolis
contesta auditoria
Patrícia Zanin
O ex-prefeito de Florestópolis, Márcio Francisco de Souza (PFL), apresentou ontem cópias da prestação de contas de todos os anos de sua administração (1993-1996), aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado e Câmara de Vereadores. Ele também mostrou cópia de uma declaração do Tribunal de Contas da União (TCU) que o isenta de irregularidades na aplicação de recursos públicos federais. A declaração é de 24 de novembro de 1997 e está assinada pelo presidente do TCU, Homero Santos.
Márcio de Souza esteve na Folha com os documentos para contestar a auditoria feita pelo prefeito Nelson Gonçalves Correa (PL) que aponta desvio de R$ 800 mil. A auditoria, enviada ao Ministério Público, rendeu o pedido de abertura de um inquérito policial para investigar e apurar detalhes de denúncias de irregularidades supostamente cometidas pelo ex-prefeito. O inquérito está em fase de conclusão.
Márcio de Souza apresentou também uma resolução assinada pelo presidente do Tribunal de Contas, Artagão de Mattos Leão, data de 10 de junho de 1997, cujo teor é pelo não acatamento das denúncias contra ele. Que a farta documentação fique à disposição da diretoria de contas municipais deste Tribunal para eventual consulta e que o município reveja o conteúdo da auditoria realizada, notadamente quanto à fragilidade dos elementos probantes, sob pena de ser reputada irregular eventual despesa para os cofres públicos que tenha ocorrido para subsidiá-la, escreveu Mattos Leão.
Isso é revanchismo político. Fui dez anos prefeito e tenho minha vida limpa. Estou com a minha consciência tranquila, garante Souza. Ele diz que, se houvesse erro em sua administração, o TC não teria desconsiderado o resultado da auditoria.
Mas o atual prefeito não se conformou e procurou o Ministério Público, mas vamos provar que não cometi irregularidade, garante. Ele reconhece, porém, que fazia empréstimo em seu nome e em nome de terceiros para quitar débitos com o funcionalismo e fornecedores e, quando entrava dinheiro em caixa, restituía a verba. Mas se isso fosse irregular, o Tribunal não tinha aprovado as minhas contas, defende-se.





