O ex-prefeito Carlos Scarpelini, que acompanhou ontem a entrevista de Valter Pegorer, ao vivo pelo rádio, contestou principalmente os números da dívida. De acordo com ele, a dívida a longo prazo foi aumentada de forma significativa por causa dos empréstimos feitos pelo próprio Pegorer, durante a gestão 93/96. O valor herdado, explicou, que era de R$ 4,5 milhões foi para R$ 22 milhões depois de parcelado em 30 anos.
‘‘Quem casa com a viúva, tem que tratar dos filhos e, coincidentemente neste caso, o principal filho, ou seja as dívidas com os dois bancos, são de autoria de Pegorer’’, avaliou Scarpelini. O ex-prefeito sustentou que os critérios da renegociação foram definidos pelo Banco Central, a quem o atual prefeito deve questionar.
Scarpelini lembrou ainda que entre as dívidas a longo prazo incluem-se mais R$ 8 milhões do Pedu, Paraná Urbano e Projeto Cura, financiados nas gestões e Pegorer e de Voldimir Maistrovicz. E que outros R$ 6 milhões são resultado da renegociação com o INSS. ‘‘Quando assumi encontrei um rombo no fundo de pensão municipal, criado por Pegorer’’, afirmou o ex-prefeito, explicando que o dinheiro foi descontado dos servidores mas não foi depositado, sendo necessário renegociar com o INSS para obter certidões. (M.B.)

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