Ex-prefeito acusado de desvios mantém silêncio
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sexta-feira, 02 de março de 2001
De Curitiba 
O delegado de Rio Branco do Sul (Região Metropolitana de Curitiba), Mário Sérgio Bradock, tentou, mas não conseguiu obter nenhuma declaração do ex-prefeito João Dirceu Nazzari, que o envolvesse no suposto desvio de R$ 600 mil dos cofres públicos e na falsificação de notas fiscais. Nazzari (e também a ex-assessora financeira Rosemi Aragão Barbosa e o economiário Fábio Luiz Lopes) se valeram do direito legal de apenas depor em juízo. Apesar disso, o delegado acredita que já há materialidade para atribuir o crime aos acusados.
O delegado disse que não há como negar o desvio. O que se tem é um circo, montado perlo delegado que tem métodos fora dos padrões para investigar, rebateu o advogado do ex-prefeito, Elias Mattar Assad. As investigações estão sendo afoitas e apressadas, por isso a melhor defesa agora é o silêncio, acrescentou.
Bradock entende diferente. Para embasar a acusação, ele já prendeu duas pessoas por falsificação de carimbos e notas fiscais frias: Luiz Silva, de 45 anos, dono da Gráfica Futura, e Luiz Carlos Ferreira, 30 anos, que auxiliaria nas falsificações. O delegado disse que para desviar dinheiro, foram criados 36 empresas fantasmas, que recebiam pagamentos irregulares via banco. Para conseguir a liberação do dinheiro, entraria o economiário Fábio Luiz Lopes.
Para concluir o inquérito, o delegado pretende ouvir funcionários municipais e examinar documentos obtidos com a quebra dos sigilos telefônico, bancário e fiscal dos supostos envolvidos. Nazzari responde outros três inquéritos na delegacia de Rio Branco do Sul. (I.R.)


