Ex-prefeito acusa membro da Moralização
O ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (sem partido) acusou ontem o advogado Newton Moratto, um dos líderes do Movimento Pela Moralização na Administração Pública de Londrina, de ter sido condenado em um processo que tramitou na Comarca de Arapongas, por falsificação de documentos do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR).
Tomei conhecimento ontem à tarde (anteontem), através de certidão da Justiça, que Newton Moratto foi preso em flagrante pela Polícia Militar em Arapongas. Ele foi inclusive denunciado pela promotoria por ter mandado um comparsa fabricar carimbos de uso privativo do Detran, acusou o ex-prefeito, de posse da cópia de todo o inquérito instaurado em abril de 1986.
Belinati insinuou que esses carimbos teriam sido utilizados para esquentar documentação de carros roubados.
O curioso é que Newton Moratto, ao ser preso, forneceu nome e endereço falso. Foi indiciado como Nilton Carlos Moratto, mas a filiação é a mesma, o R.G. (registro geral da cédula de identidade) e a sua inscrição na OAB também. Mesmo tendo sido flagrado e preso pela Polícia Militar, mesmo condenado a cumprir pena na penitenciária, não se inibiu e tornou-se um dos idealizadores do Movimento para tirar o meu mandato de prefeito, disse o ex-prefeito. Belinati teve seu mandato cassado pela Câmara de Vereadores, em junho do ano passado, por gastos abusivos de publicidade.
De acordo com a documentação mostrada aos jornalista por Antonio Belinati, o réu Nilton Carlos Moratto (o nome está grafado na certidão como Nilton) foi condenado no dia 15 de maio de 1990, pelo juiz Sidney Bastos Marcondes, a 15 meses de reclusão e multa de um salário mínimo.
O juiz concedeu o direito do réu cumprir a pena em regime semi-aberto na Colônia Penal Agrícola de Curitiba. Conforme os autos do processo, o réu na ação penal pública não foi localizado e a sentença considerada prescrita em outubro de 1994.
Ele conseguiu enganar o povo de Londrina por algum tempo, empunhando a bandeira da Moralidade, mas nunca contou ao povo que tinha sido preso em flagrante pela Polícia Militar, disse o ex-prefeito, justificando a acusação.
Belinati disse que não sabe quem lhe remeteu a documentação. Documento de fórum é documetno público. Alguém pegou esse documento e encaminhou para mim, afirmou.
Apesar das acusações, o ex-prefeito se negou a comentar as denúncias do Ministério Público de desvio de cerca de R$ 16 milhões da Prefeitura de Londrina, durante o seu mandato, e sobre o relatório do Tribunal de Contas do Estado (TC), que constatou que mais de R$ 113 milhões, entre 97 e 99, teriam sido desviados de finalidade. Hoje nós vamos falar especificamente disso, nós não vamos fugir do nosso objetivo, concluiu.





