A ex-prefeita de Santo Antônio da Platina, Maria Eni da Silva Ritti, 56 anos, foi presa na manhã de ontem, em sua casa, no Bairro Aeroporto (zona leste de Londrina), sob acusação de improbidade administrativa. Maria Eni esteve a frente da administração municipal durante os anos de 1993 a 1996, quando teria praticado fraudes em processos licitatórios públicos. A ex-prefeita foi transferida ainda ontem para a delegacia daquela cidade.
O delegado-operacional da 10 SDP, Sérgio Luiz Barroso, recebeu anteontem a solicitação para efetuar a prisão. Primeiro, ele foi em um edifício no centro da cidade, mas foi informado que Maria Eni havia mudado. Em seguida, se dirigiu até o Bairro Aeroporto, onde encontrou a ex-prefeita. Segundo ele, a princípio, a mulher tentou negar que se tratava da ex-prefeita de Santo Antônio da Platina, mas depois reconheceu sua identidade.
O delegado de Santo Antônio da Platina, Júlio César de Souza, explicou que existiam dois mandados determinando a prisão preventiva de Maria Eni. Os mandados foram expedidos em maio e junho deste ano pela juíza daquela Comarca, Maristella Andrade de Carvalho, depois que a ex-prefeita não compareceu para depor nos processos em que está sendo acusada. ''Ela era considerada foragida pela Justiça'', disse o delegado.
Júlio César de Souza disse ainda que, de acordo com os mandados judiciais, a ex-prefeita teria praticado, pelo menos, irregularidades em licitações 11 vezes. Ele não soube informar quais os valores que teriam sido fraudados pela ex-prefeita. A própria juíza Maristella de Carvalho alegou ter sido surpreendida com a prisão de Maria Eni Ritti. Segundo ela, a ex-prefeita poderá recorrer da prisão. No Tribunal de Justiça do Paraná existem 12 processos envolvendo a ex-prefeita.
Demonstrando muita calma, Maria Ritti afirmou que se mudou em 1997 para Londrina e que não havia sido citada para comparecer aos depoimentos. Ela reconheceu que existem vários processos tramitando na Comarca de Santo Antônio da Platina, mas disse que foi surpreendida com sua prisão. ''Tenho residência fixa e não deveria ser presa'', frisou no momento que deixava o 2º Distrito Policial de Londrina.

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