Ex-policial nega
acusações à PIC
O ex-policial civil Reginaldo Moreira foi ouvido ontem, durante quase duas horas, na Promotoria de Investigações Criminais (PIC) do Ministério Público. Ele reafirmou tudo o que já tinha dito à CPI do narcotráfico, quando centralizou investigações sobre o crime organizado no Estado, no início do mês. Ele negou participação com o tráfico de drogas e na extorsão de traficantes.
‘‘Agora a gente terá que correr atrás das provas materiais’’, declarou a delegada Leila Bertolini, adjunta do Grupo Força Especial de Repressão Antitóxicos (Fera) e que acompanhou todo o depoimento ao lado do promotor de Justiça, José Milton Sales.
Reginaldo Moreira é citado por diversos traficantes e testemunhas como um dos principais articuladores do tráfico no Estado. Ele ainda é citado como suspeito de um homicídio, ocorrido em Santa Catarina. A versão foi sustentada pelo traficante Marcelo Mateus e pela ex-namorada Milene Ceranato da Cruz, de 23 anos (que logo depois negou para a imprensa tudo o que teria dito em depoimento). Eles contaram que eram usados como isca pelo policial civil. O ex-policial civil não quis dar entrevistas ontem. (L.P.)

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