As investigações da Polícia de Mato Grosso do Sul conduziram à autuação em flagrante de um ex-policial militar, cujo novo não foi revelado, amigo do 2º tenente Alberto Silva Santos. Santos está complicado no caso PIC por causa de um veículo Gol branco. O carro deveria chegar a Curitiba na madrugada de hoje. O Gol, que a polícia suspeita ter sido usado para transportar os autores do atentado, foi localizado em Campo Grande.
A polícia da capital sul-matogrossense descobriu que o amigo do tenente tentou provar que o carro tinha dado entrada numa oficina mecânica para reparos na suspensão. Mas a nota do serviço que ele apresentou é falsa, segundo o delegado Adauto. O tenente Santos alegou em depoimento que foi passar as férias no Mato Grosso do Sul, seu carro apresentou problemas e teve que ser deixado ‘‘na oficina de um amigo’’. No entanto, o PM não conseguiu se lembrar de como se chamava o estabelecimento e do nome completo do próprio amigo.
Com a localização do Gol, a polícia espera encontrar novas evidências da participação de Santos no atentado. A expectativa é tentar identificar restos da gasolina usada no atentado que acabou derramada no carpete do veículo. Santos vem negando qualquer envolvimento com o incêndio criminoso e disse que só vai se manifestar em juízo. Adauto considera ser ele o único acusado a dizer se o crime teve ou não um mandante.
Mesmo que o tenente continue jurando que é inocente, Adauto entende que há meios para chegar ao mandante. O delegado admite que, nesse caso, o trabalho de identificação vai demorar. Na próxima quarta-feira, termina o prazo para que a delegada-chefe da Dinarc, Leila Bertolini, conclua o inquérito policial e apresente à Justiça o resultado da investigação.
‘‘Há duas linhas de investigação para se chegar ao mandante. Estamos tentando checar se uma delas é verdeira ou não. Precisamos fechar todos os detalhes e confirmar se eles são verdadeiros. Isso vai direcionar a continuidade da investigação para se chegar ao mandante’’, diz Adauto. Há uma semana, o delegado chegou a declarar que o mentor intelectual do crime seria um ‘‘figurão de Curitiba’’ citado durante a passagem da CPI Nacional do Narcotráfico pelo Paraná. (D.V.)

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