Curitiba - O presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Nelson Justus (DEM), respondeu ontem o requerimento do diretório estadual do PMDB, que pedia a vacância do cargo de deputado estadual ocupado hoje por Geraldo Cartário, recentemente filiado ao PSDB, mas eleito em outubro de 2006 pelo PMDB. Justus negou o pedido do PMDB, que se baseou numa recente postura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quando o órgão foi questionado sobre os parlamentares que trocam de legendas durante o mandato. O TSE ressaltou que o mandato pertence ao partido, e não ao político - o que abre espaço para que as siglas tentem reconquistar os cargos perdidos.
Justus disse que as questões relativas à fidelidade partidária são de ''extrema importância'', mas que o tema deve ser ''devidamente regulamentado''. ''Tenho que a mudança de agremiação partidária, após o pleito, não se encaixa em nenhuma das ocorrências previstas em nosso texto constitucional para ver decretada a perda do mandato parlamentar'', diz trecho da resposta enviada por Justus ao PMDB. Justus acredita que apenas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito do assunto poderia dar uma direção às Casas legislativas do País.
A crise entre o PMDB do governador do Estado, Roberto Requião, e o deputado estadual Geraldo Cartário ficou evidente durante as eleições do ano passado. O então peemedebista, segundo correligionários, teria ajudado a candidatura do adversário de Requião no pleito, senador Osmar Dias (PDT). Se Geraldo Cartário perdesse o mandato, o suplente do PMDB Jonas Guimarães é quem passaria a ocupar a cadeira. Na próxima segunda-feira, às 18h30, lideranças do PMDB voltam a se reunir para discutir que medida tomarão a partir da decisão do presidente do Legislativo.

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