Recife - Por entender que o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário e candidato a deputado federal Raul Jungmann (PMDB-PE) cometeu crime eleitoral, o juiz-coordenador da publicidade eleitoral de Pernambuco, Antônio Fernando de Araújo Martins, pediu ao procurador eleitoral Miécio Uchôa Cavalcanti Filho, a abertura de um processo contra ele.
Segundo Martins, é proibida a publicidade paga dos candidatos e, desde a semana passada, informes publicitários sobre Jungmann vinham sendo veiculados em quatro emissoras de rádio da capital e em outras do interior, além de propaganda em outdoor e jornais de circulação regional.
A inserção para rádio incluía discurso do ex-ministro, depois de informe sobre suas ações no ministério. Jungmann pode ser condenado a pagar multa de até R$ 106 mil. ''É uma evidente peça de campanha'', afirmou o juiz-coordenador da publicidade eleitoral. ''A lei é clara, propaganda paga é proibida, e nossa preocupação é com a igualdade de condições dos candidatos.''
Cavalcanti Filho ainda decidirá se denuncia o ex-ministro. Ele disse ter recebido um fax de Jungmann informando que, a partir de hoje, todas as propagandas serão retiradas. A veiculação dos comerciais nas emissoras de rádio foi suspensa ainda ontem.
O ex-ministro do Desenvolvimento Agrário explicou, por meio da assessoria, que os anúncios foram produzidos e propagados por amigos correligionários que queriam lhe fazer uma homenagem. Jungmann acrescentou que eles acreditavam que as mensagens pagas só eram proibidas a partir de sábado, prazo de registro de candidaturas. As estações de rádio que transmitiram a propaganda também serão alvo da ação, de acordo com Martins.

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