Beirute O ex-ministro libanês Elie Hobeika, ex-chefe das milícias cristãs das Forças libanesas, morreu ontem de manhã na explosão de seu automóvel perto de sua residência na zona leste de Beirute, informou um porta-voz dos serviços de segurança. Outras três pessoas morreram na explosão, mas ainda não foram identificadas, adiantaram as fontes.
Hobeika era o chefe dos serviços de inteligência da milícia das Forças libanesas, responsável pelas matanças nos acampamentos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila durante a invasão israelense a Beirute em 1982. Entre 800 e 1.000 civis palestinos foram massacrados nesses acampamentos.
O automóvel de Hobeika, um Jaguar, explodiu às 9h30 locais, quando ele estava a bordo em companhia de outras três pessoas.
As causas da explosão ainda não foram determinadas, segundo fontes da segurança.
A explosão também provocou feridos, cujo número ainda não foi determinado.
Um grande incêndio se registrou no edifício onde Hobeika morava. Numerosos veículos foram danificados.
Outras 3 mortes
O assassinato em Beirute do ex-chefe da milícia cristã das Forças Libanesas (FL) Elie Hobeika, e as consequentes acusações feitas contra Israel distrairam momentaneamente as atenções sobre a situação na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, onde ontem morreram três palestinos.
Dois palestinos morreram despedaçados numa explosão durante a madrugada. Num comunicado, a Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) afirmou que se tratava de dois militantes seus que preparavam um ataque suicida. Outro palestino, Riad Nusri, de 23 anos, membro dos serviços de segurança, morreu num tiroteio com o exército israelense em Ramallah.

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