Ex-ministro diz que não quer ser ''laranja''
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Em Cascavel, Ciro Gomes disse ontem que não desconhece uma conversa nova, de que poderia ser laranja do poder social-democrata de FHC, negando que, numa eventual candidatura, poderia aliar-se ao presidente na reta final. Quem quer colar isso em mim sabe que este governo será uma má companhia e quem estiver perto dele estará perdido, afirmou.
Ciro participou do encerramento da 23ª Convenção Lojista do Paraná, que reuniu mais de 500 empresários. Ele falou sobre Conjuntura Política e seus Reflexos na Globalização, além de ter abonado fichas de filiações ao PPS, em Cascavel e em Toledo. Qualquer vinculação minha com o esquema FHC é um desrespeito à minha biografia, acentou o ex-ministro. Não sou imbecil para pensar em aliança com um governo ao qual fui contra na última eleição, e do qual rejeitei ministério.
Ciro também comentou declaração do deputado federal Delfim Neto (PPB-SP), de que sua eventual candidatura arrastará São Paulo, pelo discurso, pelos problemas econômicos do País e pela previsível falta de alternativa viável de uma candidatura de oposição. Não alimento ilusões. Uma candidatura se constrói com muito trabalho e é isso que estou fazendo pelo Brasil a fora, afirmou. Ele disse que, no entanto, não vai se empolgar. Não vou inflar meu balão.
Ciro disse também que o PT não está no poder hoje por causa de sua fragilidade, e apontou que a esquerda precisa dar um passo além da crítica. Sobre a campanha de setores da oposição, pelo impeachment ou renúncia de FHC, disse que ela não avalia o fato de que, mesmo que o processo de impichar avançasse na Câmara, cairia no Senado, onde o governo tem 7/8, e nas mãos de ACM, e aí iríamos ver quanto custaria para o País.... Sobre renúncia, ele foi incisivo: Quem vendeu a alma para manter o poder não renuncia.





