Ex-ministro chama de cínico quem nega caixa 2
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quinta-feira, 10 de novembro de 2005
Agência Estado 
Brasília - O ex-ministro dos Transportes e prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (PL-MG), admitiu ontem, em depoimento à CPI do Mensalão, que fez caixa 2 e classificou de ''cínicos'' os políticos que negam essa prática ilegal. ''Eu fiz (caixa 2) e todo mundo faz isso'', disse.
Adauto afirmou que estava ali, na CPI, para falar a verdade e para acabar com o ''cinismo'' no meio político. ''Não quero sair daqui como único deputado que fez caixa 2'', afirmou. O ex-ministro contou aos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito que recebeu R$ 410 mil do PT depois de pedir ao então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, ajuda para quitar dívidas da campanha de 2002, na qual elegeu-se deputado federal.
Ele negou que tenha recebido R$ 1 milhão, conforme a lista apresentada à Polícia Federal pela diretora financeira da SMP&B, Simone Vasconcelos, funcionária do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza. Segundo a versão dada por Simone, o então assessor José Luiz Alves, que trabalhava com o Anderson Adauto no Ministério dos Transportes, recebeu R$ 1 milhão. ''Recebi R$ 410 mil. É isso que direi ao Ministério Público. Eu não confirmo a lista (de Simone Vasconcelos). O ônus da prova compete a quem acusa'', disse.
Segundo Adauto, o dinheiro foi entregue pelo PT para o pagamento de suas dívidas em duas parcelas. A primeira parcela foi entregue a José Luiz Alves e R$ 210 mil a seu irmão Edson Pereira de Almeida.


