Em Londrina, a jurista e ministra aposentada do STJ (Supremo Tribunal de Justiça), Eliana Calmon, falou sobre os 30 anos da Constituição Cidadã e dos avanços da legislação brasileira no combate à Corrupção neste período. A palestra que traçou o panorama histórico até a chegada da Operação Lava Jato foi realizada no Fórum CBN Londrina Ética nos Negócios nesta quinta-feira (29).

Imagem ilustrativa da imagem Ex-ministra do STJ diz que pretende ser conselheira de Bolsonaro
| Foto: Gina Mardones


Calmon disse que não aceitou convite para participar oficialmente do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) em cargo político, mas salientou que pretende ser uma conselheira do capitão da reserva. "Trocamos dois telefonemas durante a campanha. Eu fiz um posicionamento contra o PT", disse Calmon ao alegar que quer priorizar seu escritório de advocacia e as palestras pelo País. Durante a período pré-eleitoral o nome da ex-ministra chegou a ser sondado como vice da chapa e até como futura ministra da Justiça, mas Calmon alega que o convite não foi feito de forma oficial pelo presidente do PSL, Gustavo Bebiano. Filiada à Rede, Calmon apoiou Marina Silva no primeiro turno e Bolsonaro no segundo.

Ela elogiou a escolha do juiz federal Sérgio Moro, para o Ministério da Justiça. "Ele não tinha mais o que contribuir na Lava Jato. Moro agiu de forma estratégica em todo o processo. Eles chegaram aos menos importantes até a chegar na classe política. As investigações não começaram no ovo da serpente" elogiou.

Ela frisou que a presença de Moro na Justiça será fundamental para que o Brasil não repita o resultado da Operação Mãos Limpas da Itália, que prendeu vários políticos mas não criou uma estrutura para combate contínuo contra a corrupção. "O poder judiciário é apenas um dos braços do combate à corrupção. Ele [Moro] que estudou bem a operação Mãos Limpas, precisava cair no campo da política para poder implantar as estratégias da Lava Jato no Executivo".

Segundo Calmon, o resultado das eleições foram positivos ao retirar "velhas raposas políticas" do Congresso. Ela se diz otimista com a nova gestão. "Apesar de vários eleitores de Bolsonaro terem depositado voto anti-PT, aos poucos vemos uma adesão de apoio às medidas que ele está implantando como a composição do governo."

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