Curitiba - O líder do governo na Assembléia Legislativa, Dobrandino da Silva (PDMB), não compareceu ontem para depor na Comissão de Ética, que investiga suposta compra e venda de apoio entre o deputado Edson Praczyk (PL) e o governo do Estado. O deputado justificou sua ausência argumentando que precisou resolver questões do PMDB, partido do qual é presidente estadual, mas que vai falar hoje. Ontem apenas o ex-líder do governo Natálio Stica falou à Comissão. Ele manteve a versão que já havia dito em plenário e os conselheiros da Comissão se deram por satisfeitos, sem fazer indagações. Hoje também deve depor o secretário de Estado da Comunicação, Airton Pisseti.
Stica foi convidado a falar porque na época que era líder agendou reuniões com o governo para que os deputados pudessem indicar veículos de comunicação para que entrassem na lista de licitação para propaganda oficial. Stica afirmou que estranhou sua convocação, já que já havia dito tudo que era necessário na tribuna do plenário. ''Enquanto líder fiz todos os deputados da base terem contato com o governo. Meu último ato como líder foi dizer aos deputados que quem tivesse interesse na divulgação de obras do governo na sua região deveria indicar veículos de comunicação para entrar no processo de licitação. Eu mesmo indiquei duas rádios. Mas no final das contas nenhuma das duas recebeu a publicidade'', afirmou o deputado.
O ex-líder do governo disse novamente que ficou surpreso com a declaração do governador Roberto Requião (PMDB) dando conta que Praczyk pediu R$ 45 mil por mês para votar com o governo. ''Duvido que o deputado tenha feito isso'', afirmou.

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