O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Vereadores de Londrina, Joel Garcia (PDT), depõe hoje à tarde no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) dentro do procedimento, instaurado semana passada, com os depoimentos do prefeito Barbosa Neto (PDT) e do secretário municipal de Gestão Pública, Marco Cito.
Segundo a denúncia do chefe do Executivo, o parlamentar teria pedido que uma empresa ligada à sua própria família fosse favorecida, na licitação da merenda escolar, para fornecimento de R$ 1,8 milhão em hortifrutigranjeiros. A acusação do prefeito foi feita há cerca de duas semanas, um dia depois de seu ex-líder na Casa questionar a lisura na contratação da empresa que realizou, no último dia 6, o concurso para a Guarda Municipal.
O depoimento do pedetista estava marcado para ontem à tarde, horas depois de os advogados obterem vista do processo. De acordo com o coordenador do Gaeco, promotor Cláudio Esteves, o adiamento foi aceito porque o vereador teria alegado que, hoje, apresentaria ''provas'' que subsidiriam a versão da defesa de Joel.
O promotor preferiu não antecipar ser há ou não indícios de crime, a partir dos depoimentos já tomados. 'Não dá para falar nada, ainda, antes de ouvir o vereador e mesmo outras pessoas referidas nos depoimentos'', disse.
Joel não quis entrar em detalhes sobre a longa conversa com o promotor, a portas fechadas, nem mesmo sobre a linha de defesa ante as acusações do colega de partido. Citou, contudo, que entre a documentação que apresentará hoje no Gaeco está cópia do mandado de segurança que impetrou contra o edital da merenda, na 9 Vara Cível de Londrina, no qual eram apontadas supostas irregularidades no certame que acabou suspenso. ''Além do mais, sempre votei com o Executivo aqui na Câmara'', resumiu.

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