Curitiba - Em março de 2011, Beto Richa (PSDB) cancelou as aposentadorias dos governadores eleitos depois da redemocratização, sob o argumento de que o benefício não estaria garantido na Constituição de 1988. Desde então Mário Pereira, Jaime Lerner, Roberto Requião e Orlando Pessuti deixaram de receber R$ 24 mil mensais. Mas o quadro agora pode mudar, pois uma decisão recente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná alterou o entendimento a respeito da matéria.
Ao analisar pedido de Requião, o desembargador Antônio Loyola Vieira considerou que, como a matéria é polêmica e está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), o atual senador poderia receber o benefício até que os ministros decidam definitivamente se a aposentadoria está dentro da lei. FOLHA apurou que o governo do Paraná não irá retomar o pagamento de quem não ingressar na Justiça. Procurada pela reportagem, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) não respondeu se recorrerá da decisão.
Hoje recebem o benefício Paulo Pimentel, Emílio Gomes, Jayme Canet e João Elísio Ferraz de Campos, além das viúvas Arlete Richa, Adelina Custaldi Novaes, Flora Munhoz da Rocha e Rosi Costa Gomes da Silva. Também no STF tramita uma Ação Direta de Inconstitucionalidade pedindo a extinção dessas aposentadorias, que foram mantidas por Beto Richa.

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