Ex-governador é sepultado
Agência Folha
O deputado federal André Franco Montoro, de 83 anos, governador de São Paulo entre 1983 e 87, foi enterrado ontem, às 11 hpras, na capital paulista, com honras de chefe de Estado. Ele morreu ontem, em decorrência de um infarto. Cerca de 1.400 pessoas acompanharam o enterro no Cemitério Gethsêmani, no bairro do Morumbi (zona sudoeste). Várias autoridades estiveram presentes, entre elas os ministros Paulo Renato Souza (Educação), José Serra (Saúde), Francisco Weffort (Cultura), além do governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB).
O presidente Fernando Henrique Cardoso não compareceu ao enterro, mas foi ao velório de Montoro, ontem de manhã, no Palácio dos Bandeirantes. Também estiveram presentes o ministro Pimenta da Veiga (Comunicações), Aloysio Nunes Ferreira, novo secretário-geral da Presidência, e José Carlos Dias, que assumirá a pasta da Justiça.
Ao deixar o Palácio dos Bandeirantes, o cortejo foi aplaudido por cerca de 300 pessoas que compareceram ao velório ontem de manhã. O caixão de Montoro foi conduzido em carro aberto do Corpo de Bombeiros da sede do governo paulista até o cemitério, acompanhado por 19 batedores da Polícia Militar de São Paulo.
Ao chegar ao cemitério, o caixão foi carregado por oito cadetes da Guarda de Honra da Polícia Militar. Montoro foi homenageado com três salvas de tiros. Várias faixas com homenagens ao governador foram espalhadas pelo cemitério por partidos políticos, sindicatos e eleitores.
Antes do enterro, Mônica, uma das filhas do governador, prestou sua última homenagem ao pai. Leu parte de um poema que havia escrito para o pai quando ele completou 80 anos.
Os políticos acompanharam o enterro ao lado da família de Montoro. A viúva de Montoro, Lucy, ficou abraçada ao filho Ricardo. As bandeiras do Estado de São Paulo e do Brasil, que cobriam o caixão durante o velório, foram entregues, ao final do enterro, à viúva de Montoro.
O bispo emérito de Bauru, D. Cândido Padim, fez uma oração que durou um minuto em homenagem a Montoro. Durante o velório, ele também havia abençoado o corpo do governador. Montoro construiu uma unanimidade durante sua vida. Não deixa nenhum inimigo, disse Mário Covas, ao final do enterro. Montoro foi um dos maiores homens públicos. Eu aprendi com ele, foi a primeira pessoa que eu procurei, em 1977, quando pensei em ser um candidato a deputado, disse o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), acompanhado da sua mulher, a ex-deputada Marta Suplicy.
O deputado José Genoino (PT) e o ex-candidato do PPS à Presidência Ciro Gomes definiram Franco Montoro como tolerante e fiel.





