Ex-gerentes do Bemge revelam irregularidades
Curitiba - Os depoimentos mais marcantes de ontem foram dados pelos ex-funcionários do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge). O ex-diretor do Bemge João José de Miguel negou irregularidades na remessa de dólares para o Exterior. Entretanto, ele revelou que detectou uma transação suspeita em 1997 e rejeitou um depósito que estava sendo realizado por um banco paraguaio, o qual ele não se recordava o nome. O depósito, de R$ 400 mil que deveriam ser transformados em dólares, teria sido rejeitado porque as cédulas eram sequenciais.
O fato foi confirmado pelo ex-gerente comercial do Bemge Edmilson Rolon. Entretanto, os diretores não oficiaram o Banco Central (BC) da suspeita de irregularidade nas cédulas apresentadas pelo banco paraguaio. ''Esse foi um fato novo para nós. Não tínhamos conhecimento. De qualquer forma é estranho que o Banco Central não tenha sido alertado e que a Polícia Federal não tenha sido chamada para verificar se as notas eram verdadeiras'', destacou a deputada Clair da Flora Martins.
A CPMI pediu documentos da auditoria interna realizada no Bemge para aprofundar as investigações sobre a remessa de dólares ao Exterior através do banco mineiro. Foram dispensados ontem de depor os ex-funcionários do Bemge Lilian Hipólita Garcia, Henrique Futryk e Cássia Regina Lázaro Werner. Os deputados entenderam que eles pouco poderiam contribuir para as investigações. (L.P.)





