A ex-gerente do Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar) de Londrina, Maria Cristina Campos, prestou novo depoimento ontem ao Ministério Público (MP). Ela é acusada de ser uma das responsáveis pelo desvio de R$ 741 mil, no período de 1998 a 2000, detectado pela auditoria do município, que solicitou providências ao MP.
Após três horas de depoimento, Maria Cristina não deu declarações à imprensa. Segundo o seu advogado, Vicente de Paula Marques Filho, Maria Cristina ‘‘esclareceu algumas dúvidas dos promotores’’. A exemplo do primeiro depoimento, no dia 12 de março, esse também está sendo mantido em sigilo.
O promotor da 1ª Vara Cível, Bruno Galati, disse que Maria Cristina foi chamada para depor novamente para ‘‘contrapor os outros depoimentos tomados’’. O MP já ouviu cerca de dez pessoas no procedimento investigatório, entre elas, a ex-coordenadora da entidade, Cristina Barros, e a ex-tesoureira, Maira Pavan. ‘‘Os depoimentos somente se tornarão públicos após concluirmos as investigações’’, afirmou.
A ex-gerente do Provopar foi demitida no início de fevereiro por justa causa. A auditoria apontou que pelo menos R$ 250 mil em cheques da entidade foram depositados na conta corrente de Maria Cristina e de seu marido, Odair Barbaresco. (C.O.)

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