Ex-gerente contesta colega do Banestado
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sábado, 16 de dezembro de 2000
Lino Ramos de Londrina 
O ex-gerente da Banestado Corretora em Londrina, Arthur Ênnio Frederico Júnior, contestou ontem o ex-gerente da agência Centro, Wilson Maeda, que o acusou de encaminhar documentos para abertura de contas fantasmas, atribuídas ao empresário-doleiro Alberto Youssef. O doleiro está preso por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, falsidade ideológica e falsificação de documentos públicos.
Arthur prestou depoimento ao juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Ribas e negou envolvimento com o esquema de contas fantasmas, inclusive a da empresa Freitas & Dutra, usada para lavar R$ 120 mil desviados da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA). É mentira, uma ação dessa gente e uma forma de defesa, a partir do momento em que houve uma auditoria no Banestado, afirmou o advogado de Arthur, Renato Andrade.
Segundo o juiz Arquelau, Maeda confirmou em seu depoimento que Arthur apresentou Eroni Miguel Peres (cunhado de Youssef) e Antonio Carlos Neri Romero (segurança) para efetuarem saques diários no Banestado. Ele (Arthur) nega que tenha participado da abertura das contas da casa de câmbio de Youssef, afirmou. Segundo Arquelau, Maeda disse ainda que Arthur telefonava dizendo que era preciso levantar diversos valores.
O contador Ilvino Fazoli, dono do escritório onde foram criadas as empresas usadas para a lavagem de dinheiro também foi ouvido ontem à tarde. Fazoli disse que efetivamente o João Boquinha foi em seu escritório, indagar sobre a abertura de empresas pois queria participar de licitações, disse o juiz. Fazoli alegou que não viu a documentação sobre as empresas, pois o trabalho foi realizado pelo seu funcionário Clodoaldo Quatí. Porém confirmou que foi seu escritório que fez a a documentação da Freitas & Dutra.
Após deixar a sala do juiz, Fazoli não quis falar o nome da pessoa que lhe pediu a abertura das empresas usadas para as contas fantasmas e negou que tivesse criado empresas fantasmas. Essa pessoa passou no escritório e deixou o xerox da documentação autenticado. A gente pode até suspeitar mas não tem como julgar. Se a documentação fosse falsa não passava pelo cartório e pela Receita Federal, alegou. Fazoli afirma que nada impede que alguém apresente documentação para abrir quantas empresas quiser.


