O Ministério Público (MP) de Cascavel está investigando supostos pagamentos irregulares efetuados a ex-funcionários da Companhia Cascavelense de Trânsito e Tráfego (CCTT). O promotor Carlos Alberto Choinski se reuniu ontem com os 13 funcionários investigados, que foram aconselhados a devolver os valores rescisórios (cerca de R$ 50 mil) recebidos indevidamente. O caso foi denunciado pela Procuradoria Jurídica do município em janeiro, mas somente agora os ex-funcionários foram comunicados.
A maioria dos ex-funcionários ocupava cargos de confiança e não tinha direito à multa rescisória de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e nem ao aviso prévio. Mesmo assim, eles acabaram recebendo os valores. Os ex-funcionários têm prazo até o dia 5 de julho para fazer a devolução dos recursos.
Caso eles não aceitem, a promotoria tomará as medidas cabíveis, analisando os casos individualmente. Segundo Choinski, o mais provável é que sejam impetradas ações na Justiça visando a devolução dos recursos. Ele não acredita que os ex-funcionários tenham agido de má-fé. ‘‘Cada pessoa recebeu um ofício constando o quanto recebeu a mais e que deverá ser devolvido aos cofres públicos’’, completou.
Os valores pagos aos ex-funcionários são bastante variados e foram estabelecidos de acordo com o salário que cada um ganhava e com o tempo de trabalho. A maior quantia deve ser devolvida pelo último presidente da companhia, Bruno Reutter, que teria recebido mais de R$ 20 mil indevidamente. Informações colhidas pelo MP demonstram que os valores vêm sendo pagos indevidamente desde a criação da CCTT, em 1992.
O atual presidente da companhia, Sérgio Donadussi, também foi ouvido e disse que não tem informações de como era feito o processo de pagamento aos funcionários. Ele acrescentou que as rescisões eram efetuadas pelo Departamento de Recursos Humanos da prefeitura e que a empresa apenas pagava o valor estipulado. Os funcionários que participaram da reunião não quiseram se pronunciar sobre o assunto.

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