Ex-funcionários da Comurb depõem e alegam pressão
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terça-feira, 04 de maio de 2004
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
Dois ex-funcionários da extinta Companhia Municipal de Urbanização (Comurb, hoje CMTU), prestaram depoimento ontem na ação civil pública que relata o desvio de R$ 3,4 milhões dos cofres da Prefeitura de Londrina. A ação, de autoria da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, foi ajuizada em junho de 2000, e os desvios através de 23 contratos fraudulentos teriam ocorrido em maio de 1999.
A ex-funcionária do Departamento de Licitações, Mary Mieko Nakagawa, não quis comentar o depoimento. Conforme o advogado de Mary, Paulo Wagner Castanho, a ex-funcionária teria sido pressionada a ''regularizar'' as licitações. ''Ela não tinha contato com políticos ou ex-políticos e naquela oportunidade não conseguia formar entendimento que se tem hoje do que ocorreu'', disse Castanho.
O ex-gerente administrativo da Comurb, João Batista, se negou a conceder entrevista, mas o seu advogado Ademir Simões, alegou que ele também foi pressionado. ''Ele era um funcionário que tinha que assinar e era obrigado a assinar. No dia que ele se recusou a assinar, foi demitido'', afirmou.


