Ex-funcionário da Câmara de Ponta Grossa é preso
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segunda-feira, 09 de março de 2009
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Polícia Civil de Ponta Grossa prendeu no último sábado o assessor de contabilidade Rodrigo de Paula Pires, que está sendo apontado como responsável pelo desvio de R$ 2,6 milhões da Câmara Municipal. A prisão aconteceu depois que a polícia verificou que Pires iria deixar a cidade. ''Havia dois caminhões carregados com os pertences da família prontos para a viagem'', conta o delegado Jairo Luiz Duarte de Camargo.
Com as evidências de que o assessor poderia fugir, Camargo conseguiu na Justiça um mandado de prisão preventiva. Pires acabou detido enquanto tentava chegar a casa de seus pais. A Justiça também determinou a apreensão de dois veículos: um Toyota Camry, no valor estimado de R$ 80 mil e um Peugeot avaliado em R$ 50 mil.
Segundo o delegado, antes de ser preso o assessor teria tentado fugir de carro, em alta velocidade. ''Ele estava no carro acompanhado da mulher no momento da prisão'', relata. A esposa de Pires também foi detida no local por ter, segundo a Polícia, agredido verbalmente os policiais. ''Ela foi levada à delegacia, ouvida, assinou o Termo Circunstanciado e foi liberada'', diz.
Com a prisão de Pires, a polícia tem agora dez dias para concluir o inquérito. ''Estamos concluindo o rastreamento dos recursos que foram desviados da Câmara'', explica Camargo. O assessor era responsável pela folha de pagamento da Casa e teria desviado dinheiro para a própria conta bancária.
Até o momento, segundo o delegado, a polícia já conseguiu identificar o destino de pelo menos R$ 1,5 milhão. ''Com base no próprio depoimento dele verificamos que esse valor foi investido na compra de bens e gastos gerais. Mas ainda há cerca de R$ 1 milhão que estamos tentando localizar'', aponta.
Curitiba
Na capital, o Ministério Público (MP) está analisando os dados bancários de dois funcionários da Prefeitura de Curitiba acusados de promover desvios de recursos da Secretaria Municipal da Saúde. O órgão já teria conseguido autorização para promover a quebra do sigilo bancário dos envolvidos.
O MP investiga o destino de R$ 2 milhões que teriam sido repassados dos cofres municipais para a conta pessoal de uma funcionária e do marido dela, que também é servidor público.


