Os vereadores Sandra Graça (PSB) e Rubens Canizares (PHS), ex-presidentes da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) durante a administração de Antonio Belinati (sem partido), garantiram que as irregularidades citadas ontem pelo TCE não foram praticadas durante o período em que estiveram a frente do órgão.
Sandra Graça, que assumiu a AMA em abril de 99, disse que não fez nenhum licitação na autarquia e que todos os pagamentos na época foram auditados. ‘‘Se ocorreram irregularidades, elas foram apontadas por mim’’, afirmou. A vereadora acrescentou que ficou apenas dois meses e meio à frente da AMA e foi responsável por uma revisão completa nas dívidas e na folha de pagamento. Na época, verificou existência de funcionários fantasmas na frente de trabalho. ‘‘Imediatamente exlcuí essas pessoas da folha.’’
Canizares também garantiu que não houve nenhuma irregularidade no período em que esteve a frente da AMA, de julho de 99 a janeiro de 2000. ‘‘Mas estranharia se não fosse detectado nada de errado em 99. As irregularidades ocorreram, mas não no meu período. Meu nome só está lá (relatório do TCE) porque fui presidente em 99.’’ Ele acrescentou que pediu uma auditoria ao TCE assim que deixou o cargo.
O outro ex-presidente da AMA citado, Mauro Maggi, confirmou as fraudes ao Ministério Público e disse que os recursos desviados foram canalizados para a campanha política de 1998. A reportagem procurou os outros citados no relatório, mas ele não foram encontrados.

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