Curitiba - O ex-presidente do Banestado Domingos Murta Ramalho e o ex-diretor do banco Sérgio Elói Druszcz prestaram depoimento ontem na 2Vara Federal de Curitiba, especializada em crimes contra o sistema financeiro nacional. Murta Ramalho e Druszcz são acusados de conceder vários empréstimos irregulares, que teriam contribuído para a quebra do Banestado.
Os dois dirigentes estiveram a frente do Banestado em 1997, período que antecedeu a privatização do banco. De acordo com o relatório final da CPI do Banestado instalada na Assembléia Legislativa, Murta Ramalho Druszcz teria concedido uma série de empréstimos para empresas sem garantia, além de perdoar dívidas que teriam aumentado o rombo financeiro do banco. Além de pedir a responsabilização penal da dupla, o relatório também pede a inabilitação dos dirigentes para atuar no sistema financeiro.
Segundo o sistema de busca da Justiça Federal, Druzcz responde a 51 processos, quase todos relacionados ao sistema financeiro. Murta Ramalho responde a 31 processos. O teor dos depoimentos de ontem não foi divulgado pela Justiça Federal. A Folha tentou contato com os depoentes e com os advogados Rolf Koerner e Rodrigo Druszcz, mas não obteve retorno.
A política de concessão de benefícios do Banestado às vésperas de sua privarização já foi alvo de notícias recentemente. Em dezembro, a Justiça Federal acatou uma denúncia contra o ex-diretor financeiro do Banestado Alaor Alvim Pereira, o ex-chefe de operações Arthur Frederico Júnior e o ex-gerente Luiz Augusto Ribas Brites, além do ex-secretário estadual da Fazenda Giovani Gionédis.

mockup