Ex-diretores da AL voltam para a prisão
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Catarina Scortecci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os ex-diretores da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná Abib Miguel e José Ary Nassiff voltaram para a prisão na noite de quinta-feira. Eles estavam em liberdade desde o início de junho, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que se tornou pública anteontem, resultou numa reviravolta no caso.
Até o final da tarde de ontem, o corretor de imóveis Daor Afonso Marins de Oliveira, amigo de Abib, e Cláudio Marques da Silva, ex-diretor de pessoal da AL, eram considerados foragidos pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que é ligado ao Ministério Público (MP) do Estado e foi o responsável pelas prisões de Abib e Nassiff na noite de quinta-feira.
Em maio, os três ex-diretores da AL foram denunciados por dois esquemas de desvio de dinheiro a partir da nomeação de funcionários ''fantasmas''. Abib, que ocupava o cargo de diretor geral da AL, é apontado como o ''comandante'' dos esquemas.
A defesa de Abib e de Nassiff chegaram a entrar com um pedido de liberdade pouco tempo depois da prisão, mas o habeas corpus foi negado na madrugada de ontem. A defesa ainda estudaria qual medida tomar, mas antecipou ontem à tarde que entende a prisão como ''ilegal''. ''As prisões foram absolutamente arbitrárias porque não houve comunicação da decisão do STF à Vara que poderia conceder o alvará de soltura'', afirmou à FOLHA o advogado Bruno Vianna.
Já o Gaeco interpreta que a decisão do STF - que cassou, entre outras coisas, a decisão que havia suspendido os mandados de prisão - significa que as preventivas naturalmente voltam a vigorar.
Abib e Nassiff foram pela primeira vez presos no final de abril, durante a Operação Ectoplasma I, realizada pelo Gaeco. De lá até início de junho, alguns habeas corpus foram concedidos e depois cassados. No dia 8 de junho, uma liminar do STF provocou a paralisação de todo o trabalho feito até aquele momento pelo Gaeco e, também, a liberdade dos presos.


