Curitiba - Tomada de Contas Extraordinária da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná julgada ontem pelo Tribunal de Contas (TC) do Estado responsabiliza os ex-diretores-gerais do Legislativo paranaense, Abib Miguel (Bibinho) e Eron Abooud pela falta de transparência nos atos internos, comprovada pela ausência de alimentação no Sistema Estadual de Informações. Fornecer dados ao sistema é recomendação do TC.
A responsabilização pela negligência com as informações recaiu sobre Bibinho e Abooud, após relatório do conselheiro Heinz Herwig. Os dois receberão multa administrativa pela falha, de R$ 654,23 para cada um. O TC também determinou que a 5 inspetoria do tribunal faça acompanhamento para conferir o preenchimento do sistema pela AL.
Bibinho responde a dois processos judiciais acusado de ter promovido atos secretos (sem publicação em Diário Oficial) durante anos na AL, por meio dos quais supostamente fazia a nomeação de funcionários fantasmas para a Casa. O Ministério Público (MP) do Paraná acusa Bibinho de comandar esse esquema que teria desviado milhões de reais dos cofres públicos. Embora não tenha sido denunciado, Abooud não permaneceu no cargo de diretor-geral quando a nova gestão do deputado Valdir Rossoni (PSDB) assumiu a presidência da AL, em fevereiro de 2011.

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