Ex-diretor teria recebido US$ 40 mi em propina
Curitiba - Conforme o processo que já está tramitando na Justiça Federal do Paraná, Nestor Cerveró é acusado de ter recebido propina no valor de US$ 40 milhões (cerca de R$ 53 milhões) entre 2006 e 2007 para intermediar a contratação de navios-sonda para a perfuração de águas profundas na África e no México. A entrega da propina teria sido intermediada por Fernando Antônio Falcão Soares, o "Baiano". Na mesma ação penal, ele também foi denunciado por lavagem do dinheiro.
Além de Cerveró e Baiano, o doleiro Alberto Youssef e o executivo da Toyo-Setal, Júlio Gerin de Almeida Camargo também são réus neste processo. Camargo fechou acordo de delação premiada com o MPF e, a partir de suas declarações juntamente com outras colaborações (do executivo Augusto de Ribeiro Mendonça e do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco Filho) e outras provas levantadas, foi desencadeada a sétima fase da Lava Jato, em novembro do ano passado.
O MPF também ressalta que "há, ainda, em trâmite investigação que o vincula à compra da Refinaria de Pasadena, situada no Texas, Estados Unidos, na qual houve prejuízos de cerca de US$ 792 milhões à estatal brasileira".
Cerveró é o terceiro ex-diretor da Petrobras que preso durante a Lava Jato. O primeiro a ser detido foi Paulo Roberto Costa, que trabalhou na área de Abastecimento da estatal. Costa foi preso em março de 2014, chegou a ser solto em maio após questionamento do Supremo Tribunal Federal (STF), mas 20 dias depois, retornou para a carceragem da PF. Depois de firmar colaboração premiada, ele agora cumpre prisão domiciliar na sua residência, no Rio de Janeiro.
Renato de Souza Duque ficou preso por vinte dias e foi solto após ter o pedido de habeas corpus acatado pelo STF no início de dezembro do ano passado. Duque foi diretor de Serviços da estatal, mas ainda não foi denunciado pelo MPF. A expectativa é de que nas próximas semanas ele seja citado em novas denúncias que o órgão deve apresentar. (R.C.J.)





