Ex-diretor negou ter conta em Nova York antes da prisão
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 19 de novembro de 2003
José Maschio<br> Agência Folha 
O ex-diretor de operações internacionais de câmbio do Banestado Gabriel Nunes Pires Neto negou, um dia antes de ser preso pela Polícia Federal, ser correntista do Citibank em Nova York. Segundo ele, uma ''possível conta'' no Citibank era ''mentira e uma inverdade brutal''.
Gabriel Nunes Pires Neto falou com a Agência Folha, por telefone, na tarde de segunda-feira. Segundo ele, nunca existiu conta na Citibank em Nova York e ''nunca houve depósito do Youssef''. Quando o repórter citou a data de depósito e o número da conta, o ex-diretor do Banestado disse que ''a verdade virá à tona''.
O advogado do ex-diretor, Francisco de Assis do Rego Monteiro Rocha Júnior, disse que está estudando a acusação. ''Estamos estudando a possibilidade de entrarmos com um habeas corpus junto ao Tribunal Regional Federal da 4 Região (TRF). A denúncia foi recebida junto com a decretação da preventiva. Não tínhamos conhecimento da ação'', afirmou.
O advogado de Youssef, João dos Santos Gomes Filho, atacou a decretação da preventiva. ''Mais uma vez tenho a lamentar. Aquilo que deveria ser absoluta exceção é regra. Há um uso desenfreado, abusivo, sem qualquer controle da preventiva como instrumento de pressão e não como uma cautelar do processo. Esta situação cria um processo de terror'', criticou. Gomes Filho disse que deverá estudar a possibilidade de ajuizar os dois habeas corpus juntos no TRF. (Colaborou Cristiane Oya)


