Ex-diretor geral da AL retorna à prisão
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sexta-feira, 07 de maio de 2010
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Cinco horas após ter sido colocado em liberdade, o ex-diretor geral da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Abib Miguel, foi reconduzido ao Quartel da Polícia Militar, em Curitiba, à 1 hora da madrugada de ontem. O relaxamento da prisão ocorreu em razão de um habeas corpus - o segundo em três dias - concedido pela juíza Lílian Romero. Já a terceira prisão preventiva foi decretada pela juíza da 9 Vara Criminal, Ângela Regina de Lucca. Ângela julgará também as denúncias feitas pelo Ministério Público (MP) do Estado, contra Abib, e outras oito pessoas, por peculato, falsidade ideológica, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
José Ary Nassiff, ex-diretor de Administração da AL, e João Leal de Matos, servidor da Casa, também foram soltos anteontem com a extensão do habeas corpus concedido a Abib. Segundo o MP, o ex-diretor de Pessoal da AL, Cláudio Marques da Silva, permaneceu preso em razão de um flagrante por posse de armas ilegais encontradas em sua residência durante a Operação Ectoplasma I, no último dia 24. O MP não apresentou ainda novos pedidos de prisão preventiva para Nassiff e Matos.
Ainda ontem, os advogados de Abib entraram com um novo pedido de habeas corpus para a juíza Lílian Romero. Por volta das 19 horas, a juíza assinou um despacho no qual pede documentos para poder analisar a possibilidade de soltura. Ela escreve que um dos exemplos utilizados pelo MP ao defender a prisão de Abib foi a interferência que ele teria feito junto à vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Sindilegis/PR), Diva Scaramella, para a entidade entrar com um mandado de segurança com o objetivo de evitar o acesso do MP a dados financeiros dos funcionários da AL. A juíza alega, no entanto, que precisaria de mais elementos para analisar se houve ou não uma tentativa de Abib impedir as investigações. Abib é presidente afastado da entidade, que agora está sendo conduzida por Diva.
''Da documentação que instrui (...) não consta maiores elementos acerca do pretenso mandado de segurança impetrado pelo Sindilegis, nem dos estatutos daquela entidade, bem como documentos que informem quanto à participação do paciente (Abib Miguel) e de Diva Scaramella na sua diretoria. Tais dados têm relevância para aferir os vínculos de ambos na entidade (...), assim como o meio empregado para supostamente impedir o acesso do Ministério Público a provas'', escreve a juíza.


