Ex-diretor do Legislativo nega irregularidades
A FOLHA indagou o presidente-relator da comissão de sindicância, Robson Gomes, sobre outra ''coincidência'', como ele classificou os ''rumores'', referentes a esse concurso - que teria gerado à empresa CMAT, do interior de São Paulo, cerca de R$ 160 mil em arrecadação de inscrições. Se o fato de um dos aprovados ter sido laranja de Bonilha motiva investigação, até que ponto o ex-diretor à época em que o concurso foi licitado e realizado, o agora vereador Rubens Canizares (PHS), que publicamente se admitiu laranja de Bonilha no caso Acesf, também não deve ser apurado? ''Isso não está nas suposições levantadas pela comissão de fiscalização, mas evidente que todo e qualquer fato novo que seja levado ao conhecimento será apurado. Mesmo assim, o o ex-diretor não era candidato no concurso'', raciocinou Gomes, que só depois da coletiva de imprensa, ante essa situação, admitiu a hipótese de se pedir abertura de CP. ''De qualquer forma, eventual falha na licitação terá de ser averiguada por outra comissão de sindicância; a nossa tem outro objeto'', descartou.
Canizares explicou que, ainda que tenha assinado todo o processo licitatório de 2006, ''todas as normas legais foram respeitadas. Se tive coragem de assumir que fui usado por Bonilha (na licitação da Acesf), teria agora novamentem, se soubesse de algo'', afirmou. Ele disse que, à época, 15 empresas participaram do certame. Se acredita na existência de irregularidades? ''Não conheço as pessoas que passaram, desconheço a capacidade delas. Mas é óbvio que chama a atenção ter laranja no meio dos aprovados'', respondeu. (J.G.)





