Ex-diretor do IML não têm dúvidas
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terça-feira, 14 de outubro de 2003
Rosana Félix<BR>Equipe da Folha 
Curitiba O ex-diretor do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, Francisco Moraes Silva, que ocupava o cargo na época da morte de Osvaldo Magalhães dos Santos, disse ontem que não teve nenhuma participação nos exames feitos no cadáver. Ele afirmou ainda que ''não havia nenhuma dúvida'' quanto à identidade do corpo.
Na segunda-feira, durante reunião da CPI do Banestado, o odontólogo do IML de Curitiba, Nerone Gonçalves Carvalho, havia afirmado que, apesar do corpo ter ficado irreconhecível por causa do acidente, não foi realizado o laudo da arcada dentária do morto. A determinação teria sido dada pelo então diretor Silva. ''Cada perito tem toda liberdade de pedir o exame que quiser. O diretor não interfere nunca'', afirmou Silva. ''A responsabilidade pelo laudo é dos peritos que fizeram a necropsia'', acrescentou.
De acordo com Silva, na época da morte não havia necessidade de fazer exames para comprovar a identidade do corpo porque foi feito o reconhecimento. ''Não só familiares e amigos fizeram o reconhecimento, mas também deputados e políticos que o conheciam'', garantiu.


