Ex-diretor do BC defende ajuda financeira a bancos
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quarta-feira, 07 de novembro de 2001
Agência Estado<br>De Brasília 
Em depoimento na CPI do Proer, na Câmara dos Deputados, o ex-diretor de Fiscalização do Banco Central Luiz Carlos Alvarez, primeiro interventor do Bamerindus, justificou ontem a criação do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer). Ele disse que no final 1995, antes da adoção do Plano Real, ''a avaliação era de que a situação de todo o sistema financeiro era muito pior do que os analistas mais pessimistas poderiam imaginar''.
Segundo Alvarez que deixou o Banco Central em 1999 a criação do Proer ''foi muito importante para a Nação''. O ex-diretor explicou que, na época, as dificuldades dos bancos estavam sendo geradas pelas mudanças na economia, principalmente o fim da inflação, que diminuiu o ganho das instituições. ''Era uma panela de pressão, pronta para explodir'', admitiu.
Ao responder a uma pergunta do deputado Alberto Goldmann (PSDB-SP ) sobre o caso do Banco Nacional, Alvarez disse que ''foi de decepção'' a primeira reação dos técnicos do BC ao constatarem a fraude das 652 contas fantasmas e que eles tiveram a impressão de que o País poderia explodir com a quebra de um banco daquele porte.


