Rio - O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, através dos seus advogados, negou ter interferido na contratação da DNA Publicidade para que prestasse serviços à Visanet. A administradora de cartões divulgou ontem uma nota em que afirma ter contratado a agência do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza por indicação do ex-diretor do Banco do Brasil.
O advogado Mário de Oliveira Filho, que defende Pizzolato, disse que a indicação da DNA obedeceu a um ''rodízio natural'' entre as agências que costumavam prestar serviços ao Banco do Brasil. ''O Pizzolato individualmente não contratava ninguém. Todos os contratos eram analisados por um comitê do banco. A DNA já prestava serviços ao BB há 11 anos. Não houve qualquer interferência pessoal'', afirmou Oliveira Filho.
De acordo com a Visanet, entre 2001 e 2005, a administradora de cartões pagou R$ 58 milhões à DNA Publicidade, recurso oriundo da cota do fundo de incentivo alocado ao Banco do Brasil. A reportagem procurou Pizzolato em seu apartamento em Copacabana, na zona sul do Rio, no início da noite de ontem. O porteiro informou que ele e a mulher viajaram há cerca de uma semana.
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), admitiu que poderá propor, no relatório final, o indiciamento do chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência da República, Luiz Gushiken, que centralizou as contas de publicidade das empresas estatais durante a passagem pelo comando da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência.
''Se for o caso, nós o responsabilizaremos. Não afastamos essa hipótese e estamos analisando as responsabilidades civil, criminal e administrativa de cada um dos envolvidos'', afirmou Serraglio. (Agência Estado)

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