O ex-diretor da Banestado Leasing, o secretário do Esporte e Turismo Osvaldo Magalhães dos Santos, negou ontem que tenha ‘facilitado’ operações financeiras para empresas, como sugerem as investigações que estão sendo feitas pela auditoria interna do Banestado e pela Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público, órgão vinculado ao Ministério Público do Paraná. Segundo ele, a política operacional da Leasing, vigente desde 1990, ‘‘sempre foi rígida’’. ‘‘Uma operação de leasing é diferente de qualquer outra bancária. Sempre existe um bem em garantia’’, explica o ex-diretor.
Magalhães dos Santos, que passou o dia vistoriando as obras do projeto Costa Oeste em Foz do Iguaçu, disse estranhar as investigações que vêm sendo feitas do período que ocupou o cargo (janeiro de 95 a julho de 96), já que existe um controle interno que é feito a cada seis meses, o que poderia detectar qualquer irregularidade. ‘‘Quando deixei a Leasing, o nível de inadimplência das empresas que firmaram contratos com a instituição era de 8%, índice bem abaixo dos de mercado’’, reforça o secretário que diz não ter havido ‘calotes’ de empresários. (L.D.)

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