Curitiba - Os ex-diretores do Banco do Estado do Paraná (Banestado) afirmaram ontem que a operação de crédito que beneficiou as empresas A.T. Computação Gráfica Ltda., Documenta Produções Cinematográficas Ltda. e a Estúdios Unidos Comunicação e Marketing S/C Ltda., num valor total de R$ 2,3 milhões por meio de 16 operações entre maio de 1996 e novembro de 1997, foi realizada por ordem do ex-secretário de Estado da Fazenda Giovani Gionédis. Os ex-diretores não nominaram Gionédis, mas solicitaram que a imprensa verificasse qual o secretário que teve o nome arquivado em denúncia criminal ajuizada na semana retrasada pelo Ministério Público Federal no Paraná.
''Foi este secretário (no caso, Gionédis) que nos ordenou a fazer a transação e nos deu como garantia créditos da Secretaria de Estado da Comunicação que nem existiam'', acusou o ex-diretor Ricardo Khury, filho do então presidente da Assembléia Aníbal Khury, morto desde 1999.
A A.T. Computação Gráfica tinha como sócios-proprietários Algaci Túlio, atualmente responsável pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-PR) e seu filho Marcelo Túlio. De acordo com as investigações, as outras empresas de comunicação e marketing, além da Clamar Terraplanagem Ltda., eram gerenciadas, para obtenção dos financiamentos, por seis testas-de-ferro de Algaci Túlio, que também foram denunciados.
Na ocasião da liberação do empréstimo, Giovani Gionédis estava na Chefia da Casa Civil. Ele teria recebido Algaci Tulio no gabinete dele, no Palácio Iguaçu. De lá, ele teria autorizado o empréstimo por telefone. A primeira transação teve o valor de R$ 100 mil. As operações foram consideradas pelo Ministério Público Federal como lesivas para o patrimônio público.

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